Trombofilia: riscos e cuidados durante a gravidez

Para um dos transtornos de coagulação sanguínea denominamos trombofilia. É quando também há uma disposição para desenvolver trombose. Adquirida ou hereditária, essa propensão em originar coágulos no sangue merece atenção especial nas mulheres que estão em período de gestação e que já apresentaram históricos da doença. O motivo: a trombofilia é uma das causas recorrentes de perda gestacional.

 

Caminho para o fluxo sanguíneo

As nossas veias servem de rumo para que o sangue circule livremente. Entretanto, em algumas pessoas há uma predisposição na formação de coágulos, dos quais denominamos ‘trombos’. Essas massas, ao passearem pelas veias, podem chegar a outros órgãos. Tal situação é intitulada ‘trombose venosa profunda’, ou TVP, que ao chegar ao pulmão, pode evoluir para o tromboembolismo pulmonar.

 

Riscos na gravidez

“Quando o trombo ocorre na gestação, ele pode evoluir para o que chamamos de ‘trombose placentária’, causando abortamento espontâneo (que é a interrupção da gravidez antes das 20 semanas ou que o concepto tenha 500 gramas), ou originando ainda a perda gestacional.” Explica o médico geneticista Dr. Caio Brazuca.

Como já foi mencionado, existem dois tipos de trombofilia: a que a mulher herda e a que ela adquire.

Na condição hereditária, a paciente já nasce com a doença, ou seja, é herdada de seus parentes. Vale lembrar que o histórico familiar com trombose não sentencia o surgimento da doença na gestante, mas outros fatores aliados podem desencadear o episódio.

“Conhecida como síndrome de Hughes, a SAF (síndrome do anticorpo antifosfolipide) é uma condição adquirida e das mais frequentes na gestação.” Informa o médico.

Na condição de SAF, ocorre uma alteração autoimune, ou seja, há excesso de anticorpos contra essas estruturas da própria pessoa. Isso afeta diretamente a coagulação sanguínea.

A trombofilia adquirida ocorre devido a condições clínicas diversas. O uso de medicamentos é uma delas.

 

Afinadores de sangue

O tratamento adequado para a SAF na gestação é o uso de anticoagulantes.

Lembre-se: o diagnóstico da doença só é dado após avaliação clínica, além de exames complementares solicitados por um médico geneticista ou obstetra especializado em abortos habituais.  “A gestante jamais pode tomar qualquer medicação sem o acompanhamento médico.” Finaliza Dr. Caio.

 

Fonte: Dr. Caio Bruzaca   Foto: Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *